A andragogia

A andragogia

by Gabriela Amorim de Macedo -
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A andragogia compreende o campo teórico-prático voltado à aprendizagem de adultos, partindo do pressuposto de que eles possuem características, motivações e necessidades distintas das crianças. Diferentemente da pedagogia tradicional, a andragogia reconhece o adulto como sujeito ativo do processo educativo, portador de experiências prévias que influenciam diretamente a construção do conhecimento.

Segundo Knowles, Holton e Swanson (2009), a aprendizagem de adultos está fundamentada em alguns pressupostos centrais: a necessidade de saber por que aprender, a autodireção, o papel das experiências acumuladas, a prontidão para aprender relacionada às demandas da vida social e profissional, a orientação para a resolução de problemas e a motivação predominantemente interna. Nesse sentido, o sistema de aprendizagem na perspectiva andragógica deve ser flexível, dialógico e contextualizado, valorizando metodologias ativas, situações-problema e a troca de saberes entre os sujeitos envolvidos.

Assim, a andragogia contribui para a reorganização dos sistemas de aprendizagem ao propor práticas educativas que ultrapassam a transmissão de conteúdos, favorecendo processos formativos mais significativos, críticos e alinhados às realidades vividas pelos aprendizes adultos, especialmente em contextos de educação profissional, formação continuada e educação de jovens e adultos.

Referência

KNOWLES, M. S.; HOLTON, E. F.; SWANSON, R. A. Aprendizagem de resultados: uma abordagem prática para aumentar a efetividade da educação corporativa. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

In reply to Gabriela Amorim de Macedo

Re: A andragogia

by Jhonatans Da silva Fernandes -
A andragogia realmente amplia nossa compreensão sobre a aprendizagem de adultos, pois considera suas experiências, motivações e necessidades específicas. Ao reconhecer o adulto como sujeito ativo do próprio processo formativo, percebemos que a aprendizagem se torna mais significativa, especialmente quando está ligada à vida pessoal e profissional. Dessa forma, metodologias participativas e contextualizadas ganham ainda mais relevância, fortalecendo a troca de saberes e a construção coletiva do conhecimento, sobretudo na educação de jovens e adultos e na formação continuada.