Acessibilidade

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de Alesandra Pereira Batista -
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a) O que você aprendeu com a história que acabou de assistir?

Assistir ao curta-metragem "Loop" foi uma experiência profundamente reveladora. A história me mostrou, de forma sensível e não verbal, como a comunicação pode transcender as palavras. Aprendi sobre a importância de:

1. Observação atenta e paciência: A personagem Renee nos ensina que precisamos dedicar tempo para entender o ritmo, os interesses e a forma única de se expressar de cada pessoa. A conexão só acontece quando desaceleramos e abandonamos nossas expectativas pré-concebidas de interação.
2. Empatia na prática: Não basta saber que alguém processa o mundo de forma diferente; é preciso se colocar no lugar do outro e validar sua experiência. A cena em que Marcus finalmente compreende o mundo sensorial de Renee (com os sons amplificados, por exemplo) é um poderoso lembrete de que nossa realidade não é universal.
3. Comunicação além da fala: O filme destaca que a comunicação se dá através de gestos, expressões faciais, entonações e até pelo compartilhamento silencioso de espaços e atividades. A "tradução" que Marcus faz ao espelhar as ações de Renee para se fazer entender é uma lição magistral em mediação.
4. O valor da não imposição: A tentativa inicial de Marcus de impor sua forma de fazer as coisas (remar de um jeito específico) só gera frustração. O avanço acontece quando ele segue a liderança de Renee, adaptando-se ao seu método. Isso me fez refletir sobre como, em contextos educacionais ou sociais, muitas vezes insistimos em nossos caminhos em vez de construir pontes a partir do ponto onde o outro está.

b) Você já vivenciou alguma experiência parecida em sua vida? Comente.

Sim, já vivenciei situações que ecoam os aprendizados de "Loop". Uma experiência marcante ocorreu quando atuei em uma escola na regência das aulas de matemática. Havia um adolescente, que raramente falava e parecia sempre desconectado das dinâmicas em grupo, preferindo criar desenhos.

Essa experiência me ensinou, assim como "Loop", que o vínculo e a aprendizagem nascem do respeito ao tempo do outro, da escuta ativa (que muitas vezes é uma "escuta do silêncio e dos gestos") e da disposição de abandonar o roteiro pré-estabelecido para encontrar um terreno comum de entendimento. Foi uma lição humilde e transformadora sobre a verdadeira natureza da comunicação e da acolhida.