A andragogia nos provoca a repensar práticas educativas ainda baseadas em modelos pedagógicos infantis, muitas vezes inadequados ao ensino de adultos. Ao ignorar as experiências prévias, a autonomia e os objetivos concretos do aluno adulto, a prática docente tende a gerar desmotivação e aprendizagem superficial. Como aponta Malcolm Knowles, o adulto aprende melhor quando participa ativamente, compreende o porquê do que aprende e vê aplicabilidade real no conteúdo. Assim, trabalhar com a lógica andragógica não é apenas uma escolha metodológica, mas uma postura ética e política diante do processo educativo.
A andragogia é extremamente necessária no desenvolvimento de indivíduos autônomos e usuários ativos de seu senso crítico!
PS: Ao No Exorcist é muito bom!
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Olá, Matheus! Verdade...esse recorte geracional me parece realmente necessário para pensarmos o processo de ensino-aprendizagem. E acho que os pilares que a andragogia estabelece são um ótimo ponto de partida. Ao mesmo tempo, vou compartilhar com você uma reflexão que tive e deixei lá nos "comentários sociais" também...acho que, utilizando o termo que você escolheu, os "modelos pedagógicos infantis", ou seja, a abordagem que geralmente se vê no ensino de crianças e adolescentes, também é frequentemente inadequado, justamente porque não considera que esse grupo também tem mais motivação e interesse quando "participa ativamente, compreende o porquê do que aprende e vê aplicabilidade real no conteúdo", ainda que isso tenha que ser, obviamente, muito bem adaptado à faixa etária em questão. Claro que também não estou falando uma novidade, pois há diversas abordagens voltadas à crianças que trazem essa construção e dinamização do aprendizado de forma mais ativa, estimulando a autonomia dos jovens. Mas achei interessante trazer esse ponto. Porque a minha reflexão é que, no final das contas, nós seres humanos somos curiosos, sociais...e o constante estímulo à resolução de problemas, desenvolvimento de senso crítico, oportunidade de experimentação...bem como o respeito e valorização pela vivência do outro (mesmo que uma vivência mais curta rs), me parecem sempre benéficos no processo de ensino-aprendizagem. A gente percebe isso até brincando com as crianças, não é? haha
Mas agora voltando pro foco do nosso curso, e pensando na educação de adultos, essa autonomia e clareza das necessidades que deseja que sejam atendidas, pode ser mais um desafio no planejamento do ensino, sobretudo na EAD. Pois fico pensando que nem sempre as expectativas dos estudantes estarão de fato alinhadas com a realidade do curso, e justamente essa autonomia que um adulto tem, que lhes permite decidir seguir ou não fazendo uma capacitação, pode levar ao abandono precoce de muitas formações. Mas esse é mais um motivo para que pensemos sempre como podemos incluir uma variedade de abordagens e estratégias de ensino...espero ver um pouco mais sobre isso nas próximas aulas. ^^ É um desafio e tanto! hahaha Abraço!
Mas agora voltando pro foco do nosso curso, e pensando na educação de adultos, essa autonomia e clareza das necessidades que deseja que sejam atendidas, pode ser mais um desafio no planejamento do ensino, sobretudo na EAD. Pois fico pensando que nem sempre as expectativas dos estudantes estarão de fato alinhadas com a realidade do curso, e justamente essa autonomia que um adulto tem, que lhes permite decidir seguir ou não fazendo uma capacitação, pode levar ao abandono precoce de muitas formações. Mas esse é mais um motivo para que pensemos sempre como podemos incluir uma variedade de abordagens e estratégias de ensino...espero ver um pouco mais sobre isso nas próximas aulas. ^^ É um desafio e tanto! hahaha Abraço!