A Instituição como Organismo Vivo e a Inclusão como Cultura, não Tarefa

A Instituição como Organismo Vivo e a Inclusão como Cultura, não Tarefa

por Miquelle Lins Silva -
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Muitas vezes, olhamos para a instituição de ensino apenas como um conjunto de normas e horários. No entanto, para o monitor de ensino inclusivo, conhecer a escola onde atua é como decifrar o mapa de navegação. Compreender o Projeto Político Pedagógico (PPP) e a cultura escolar nos permite entender onde estão as "pontes" e onde estão os "muros" — sejam eles arquitetônicos ou atitudinais. Sem esse olhar institucional, nossa atuação corre o risco de ser isolada, quando deveria ser sistêmica.

A inclusão educacional, a meu ver, não é o ato de "trazer para dentro", mas sim o de garantir que ninguém precise ser "trazido", pois o espaço já pertence a todos. É o fim da lógica da integração (onde o aluno se molda à escola) para a consolidação da inclusão (onde a escola se expande para abraçar a neurodiversidade e as diferentes formas de existir).