O que "Extraordinário" nos ensina sobre respeito ao diferente

O que "Extraordinário" nos ensina sobre respeito ao diferente

por Thiago Soriano Nunes -
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"Extraordinário" (Wonder, 2017) conta a história de Auggie Pullman, um menino de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética rara que afeta os traços do rosto. Depois de ser educado em casa pela mãe, ele decide ingressar numa escola tradicional pela primeira vez, enfrentando olhares curiosos, bullying e preconceito. A narrativa é contada sob diferentes pontos de vista — o dele, o da irmã, o de amigos e colegas — mostrando que cada pessoa carrega suas próprias lutas, mesmo quando não aparentam. Ao longo do ano letivo, Auggie conquista amigos verdadeiros e, aos poucos, ajuda até quem o via com estranheza a mudar de perspectiva.

O filme contribui para aprender respeito e empatia porque coloca o espectador dentro da experiência de quem é julgado pela aparência, fazendo sentir na pele o peso emocional disso. A troca constante de perspectivas ensina que ninguém enxerga a realidade de um único ângulo, o que estimula a prática de se colocar no lugar do outro antes de julgar. O bullying é mostrado sem romantização, mas também com suas consequências e caminhos de reparação, ajudando a reconhecer esses comportamentos na vida real. E a ideia central de que, podendo escolher entre estar certo e ser gentil, deve-se escolher a gentileza, reforça que respeito e empatia são atitudes diárias, não apenas sentimentos.