Estou há onze meses atuando em uma unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais como auxiliar no núcleo de assistência. Curso a licenciatura em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais e desenvolvi interesse por aprimorar meus conhecimentos em relação à educação inclusiva. Sei que o cenário atual da educação brasileira não é o ideal e, portanto, creio que um contato mais próximo com a realidade de alunos que precisam de apoio especializado fará muito bem à minha formação enquanto profissional e cidadã.
Procurarei ser sucinta e compartilhar apenas a minha principal observação: a participação da família, bem como a relação que esta tem com o estudante e com a escola, é muito marcante para o desenvolvimento do aluno. É nítido como os alunos bem acompanhados, orientados e que recebem afeto têm um aprendizado muito mais fluido e se adaptam com maior tranquilidade se comparados àqueles que vêm de famílias desestruturadas tanto emocionalmente quanto socioeconomicamente. Em alguns momentos senti-me triste por não poder ajudar mais aqueles que estavam desamparados. Faço um apelo aos que têm condições para que procurem melhorar no cuidado e na atenção. Alguns dos estudantes com os quais trabalhei precisavam mais de ser ouvidos do que de qualquer outra coisa.