Repensando as Barreiras: Para além do olhar clínico

Repensando as Barreiras: Para além do olhar clínico

by Jailson Ferreira Leite -
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 Repensando as Barreiras: Para além do olhar clínico

Olá, colegas!

Ao refletir sobre o conteúdo do Módulo 3 e, principalmente, sobre a Lei nº 13.146/2015, fiquei pensando em como nós, educadores, muitas vezes estamos acostumados a enxergar apenas a "deficiência" em si, mas a lei nos convida a um olhar muito mais amplo: o foco deve ser nas barreiras que o ambiente impõe.

O artigo 2º da LBI define barreira como "qualquer entrave, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa". Isso me fez perceber que, na prática escolar, as maiores dificuldades não estão nos alunos, mas sim:

Nas Barreiras Atitudinais (as mais invisíveis): O preconceito velado, o "achismo" de que o aluno não vai conseguir acompanhar, ou a superproteção que impede a autonomia. Essas são as mais difíceis de derrubar, pois dependem de uma mudança de cultura interna.

Nas Barreiras Metodológicas (as nossas): Como professores, somos desafiados a sair do "mesmo jeito de ensinar para todos". A lei nos obriga a pensar em Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), oferecendo múltiplas formas de engajamento, representação e ação/expressão.

Reflexão que deixo: A Lei é clara ao dizer que a escola deve eliminar barreiras, mas isso só acontece quando temos coragem de olhar para a nossa própria prática e perguntar: "O que eu estou fazendo que pode ser uma barreira para a participação plena desse aluno?".

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Para complementar, sugiro a leitura do material "Barreiras e Facilitadores" do MEC, que traduz muito bem como adaptar o currículo sem reduzir a expectativa sobre o aluno. Aguardo as contribuições de vocês para trocarmos experiências práticas sobre como têm lidado com essas barreiras no dia a dia!