Alfabetismo e letramento pessoas +40

Alfabetismo e letramento pessoas +40

de Dalillah Garcia de Oliveira -
Número de respuestas: 11

Eu vejo muito a falta de acesso a pessoas acima de 40 anos ao básico da educação. E infelizmente ao questionar algumas dessas pessoas (papeando com elas) é que quando esses procuram o EJA de seus municípios, grande maioria desses atendimentos são para os que já possuem um conhecimento mínimo de letras e números!
Fiquei boquiaberta com a situação.
Pois, quando vou com meu marido aos cursos que ele ministra, essas pessoas, que muitos trabalham na área rural, sequer conseguem assinar o próprio nome. Por desconhecimento mesmo. Eles ralam a vida toda para os filhos estudarem, e fico triste nessa situação, que eles defendem, que os próprios filhos estudados não os ajudam a escrever nem as vogais!
Perdão, além do assunto, desabafar sobre a situação que convivo há tempos.
A andragogia é ótima sim. Mas seria muito melhor se, diante de tantos projetos de "alfabetização" de jovens e adultos, pouco é tirado da teoria e praticado além de o Governo Federal. Deixando claro: POUCO, mas não zero. Pois sei que existem alguns professores especializados nesse setor.

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Re: Alfabetismo e letramento pessoas +40

de Thais Pereira de Sousa -
Concordo plenamente com você sobre a falta de acesso à educação para pessoas acima de 40 anos. É realmente frustrante ver como muitos adultos, especialmente aqueles que vivem em áreas rurais, não têm a oportunidade de aprender a ler e escrever. Isso limita muito suas chances na vida, tanto pessoal quanto profissionalmente.

É triste também ver que a EJA, que deveria ser a solução para esse problema, nem sempre funciona como deveria. A concentração de atendimentos em pessoas com nível mínimo de alfabetização demonstra que o sistema não está alcançando aqueles que mais precisam.

Eu também fiquei chocada quando você mencionou que algumas pessoas que frequentam os cursos do seu marido sequer conseguem assinar o próprio nome. Isso mostra o quanto ainda precisamos trabalhar para garantir que todos tenham acesso à educação básica.
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Re: Alfabetismo e letramento pessoas +40

de Magnet Alice -

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Re: Alfabetismo e letramento pessoas +40

de Nodal Nal -

Among Us is a popular multiplayer social deduction game where players work together on a spaceship, space station, or planetary base, but with a twist: some players are secretly Impostors. As a student, I also love to play multiplayer games when I feel bored, and my favorite one is Null’s Brawl. Playing these games helps me relax and have fun with friends after studying.

Marcas:
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Re: Alfabetismo e letramento pessoas +40

de R Hatake -
That part you mentioned about the educated children not helping their parents really hit hard. 😔 It makes you wonder if it's just a lack of patience on the kids' part, or if the family dynamic makes it too awkward to teach. Thanks for venting about this. it’s definitely a gap in the system that needs more attention. Regards, nulls clash
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Re: Alfabetismo e letramento pessoas +40

de Leo Miles -

Eles ralam a vida toda para os filhos estudarem, e fico triste nessa situação, que eles defendem, que os próprios filhos estudados não os ajudam a escrever nem as vogais! FHSEOHUB delivers smart SEO strategies that drive measurable growth with Forum Backlinks.

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treeshateyou

de treeshateyou reeshateyou -

Thank you so much for sharing this reflection. The situation you describe about adults over 40 who worked all their lives so their children could study, but still cannot even sign their own name, is truly moving and heartbreaking. It shows how big the gap still is between what is promised in youth and adult education and what really reaches people in rural areas.

I completely agree that andragogy and all the beautiful theories only make sense if they are actually applied in real projects that meet these learners where they are, including absolute beginners who were never given a real chance.

I work with digital content and games, and seeing this kind of discussion reminds me how important it is to create accessible, simple learning experiences that respect people’s time and real life. I recently started a small web project with light, browser-based games designed to be easy to access and play: https://treeshateyou.fun/. It is a different context from EJA, but the idea of inclusion and lowering barriers is something I really admire in your post.

https://treeshateyou.fun/Thank you again for bringing this reality to the discussion and for your empathy with these adults.

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Re: Alfabetismo e letramento pessoas +40

de Thalison Ramon Fernandes Lima -
Oi, tudo bem? Muito bom o seu texto e é isso mesmo. E penso que o caminho seja buscar trazer a educação cara vez mais para próximo da realidade dos educando. É preciso motivar de forma compromissada e ética.
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Re: Alfabetismo e letramento pessoas +40

de Flavio Rodrigues Insta: educ.flavio -
De acordo...

. A realidade que você descreve expõe uma ferida aberta no sistema educacional brasileiro: a invisibilidade pedagógica de quem ultrapassou os 40 anos, especialmente no contexto rural. O que você observa nessas viagens com seu marido é o reflexo de uma política de "alfabetização" que, muitas vezes, funciona apenas como um verniz estatístico, ignorando o abismo que separa o letramento funcional da alfabetização de base. Quando o EJA exige um conhecimento prévio de letras e números, ele estabelece uma barreira de entrada excludente, transformando o direito à educação em um privilégio para quem já teve algum acesso anterior, deixando para trás justamente aqueles que mais necessitam da dignidade de assinar o próprio nome.
Essa exclusão é agravada por um fenômeno social doloroso, onde o sacrifício dos pais para educar os filhos não retorna em forma de apoio pedagógico doméstico. É o que a sociologia muitas vezes aponta como o distanciamento geracional provocado pelo acesso desigual ao capital cultural; muitas vezes, os filhos, ao ingressarem no universo acadêmico, perdem a conexão com a linguagem e as necessidades básicas de seus pais. O fato de esses trabalhadores rurais, detentores de vasto conhecimento prático sobre a terra e a vida, sentirem-se incapazes de dominar vogais básicas é uma falha ética coletiva. Eles sustentam a estrutura produtiva do país, mas permanecem reféns do analfabetismo por falta de metodologias que respeitem sua história e seu tempo.
No campo teórico, a Andragogia oferece as ferramentas ideais para reverter esse quadro, mas a prática governamental ainda patina na transposição dessas ideias para o chão da sala de aula. Ensinar um adulto exige entender que ele não é uma "folha em branco", mas um livro cheio de experiências que precisam ser validadas. A educação para esse público deveria partir do vocabulário do campo — o nome da semente, o valor da saca, o direito à terra — para que o aprendizado tenha utilidade imediata. Infelizmente, enquanto os projetos de alfabetização priorizarem apenas o cumprimento de metas burocráticas em vez do acolhimento humano e da busca ativa por esses cidadãos "invisíveis", continuaremos a ver gerações de trabalhadores que, apesar de terem construído o futuro de seus filhos, permanecem analfabetos em seu próprio presente.