Nos últimos anos, os inibidores de checkpoint imunológico (Immune Checkpoint Inhibitors, ICIs) tornaram-se um dos maiores avanços no tratamento do câncer. Entre eles, os inibidores de PD-1/PD-L1 passaram a ser amplamente utilizados no tratamento de diversos tumores malignos, incluindo câncer de pulmão, melanoma, carcinoma hepatocelular, câncer de esôfago, câncer renal e carcinoma urotelial.
Atualmente, diversos anticorpos monoclonais direcionados ao PD-1 e ao PD-L1 já foram aprovados para uso clínico em diferentes países e regiões. Embora todos atuem na via de sinalização PD-1/PD-L1, existem diferenças importantes entre eles quanto às indicações aprovadas, evidências clínicas, esquemas de administração e estratégias de tratamento combinado.

O que é a imunoterapia com PD-1/PD-L1?
Comparação dos seis principais medicamentos PD-1/PD-L1
O PD-1 (Programmed Cell Death Protein 1) é um receptor de checkpoint imunológico localizado na superfície dos linfócitos T, enquanto o PD-L1 (Programmed Death-Ligand 1) é expresso principalmente nas células tumorais e em determinadas células do sistema imunológico.
Quando o PD-1 se liga ao PD-L1, a atividade dos linfócitos T é inibida, permitindo que as células tumorais escapem da vigilância do sistema imunológico.
Os inibidores de PD-1/PD-L1 bloqueiam essa interação, reativando os linfócitos T e fortalecendo a capacidade do organismo de reconhecer e eliminar as células tumorais.
Os anticorpos anti-PD-1 bloqueiam a ligação do PD-1 tanto ao PD-L1 quanto ao PD-L2, enquanto os anticorpos anti-PD-L1 bloqueiam principalmente a interação entre o PD-L1 e o PD-1. Por esse motivo, embora ambas as classes pertençam aos inibidores de checkpoint imunológico e apresentem mecanismos de ação semelhantes, existem diferenças sutis em sua forma de atuação.
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Medicamento |
Alvo |
Tipo |
Principais indicações |
Esquema de administração mais comum |
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Keytruda® (Pembrolizumab) |
PD-1 |
Anticorpo monoclonal |
NSCLC, melanoma, câncer gástrico, câncer de esôfago, câncer do colo do útero, tumores sólidos MSI-H/dMMR, entre outros |
Infusão intravenosa a cada 3 ou 6 semanas |
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Opdivo® (Nivolumab) |
PD-1 |
Anticorpo monoclonal |
NSCLC, melanoma, carcinoma de células renais, câncer de cabeça e pescoço, câncer gástrico, câncer de esôfago, entre outros |
Infusão intravenosa a cada 2 ou 4 semanas |
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Tecentriq® (Atezolizumab) |
PD-L1 |
Anticorpo monoclonal |
NSCLC, câncer de pulmão de pequenas células (SCLC), carcinoma hepatocelular, carcinoma urotelial, entre outros |
Infusão intravenosa a cada 2, 3 ou 4 semanas |
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Imfinzi® (Durvalumab) |
PD-L1 |
Anticorpo monoclonal |
NSCLC estágio III, câncer de pulmão de pequenas células (SCLC), câncer das vias biliares, entre outros |
Infusão intravenosa geralmente a cada 4 semanas (dependendo do esquema terapêutico) |
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Libtayo® (Cemiplimab) |
PD-1 |
Anticorpo monoclonal |
Carcinoma espinocelular cutâneo (CSCC), carcinoma basocelular (BCC), NSCLC, entre outros |
Infusão intravenosa a cada 3 semanas |
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Tevimbra® (Tislelizumab) |
PD-1 |
Anticorpo monoclonal |
Câncer de esôfago, câncer gástrico, câncer de pulmão, carcinoma urotelial, entre outros (as indicações aprovadas variam conforme o país ou região) |
Infusão intravenosa a cada 3 semanas |
Comparação da eficácia: nenhum medicamento é absolutamente "o melhor"
Muitos pacientes perguntam: "Qual inibidor de PD-1 é o mais eficaz?"
Na realidade, não existem evidências clínicas de alta qualidade que demonstrem que um determinado inibidor de PD-1/PD-L1 seja superior a todos os demais em todos os tipos de câncer. A maioria dos estudos clínicos fundamentais foi conduzida de forma independente para cada medicamento, com diferenças no perfil dos pacientes, nos protocolos de tratamento e nos desfechos avaliados. Portanto, não é apropriado realizar comparações diretas entre os resultados desses estudos.
Os principais fatores que influenciam a eficácia do tratamento incluem:
● Tipo de tumor;
● Nível de expressão de PD-L1;
● Presença de mutações genéticas condutoras (driver mutations);
● Status MSI-H/dMMR;
● Carga mutacional tumoral (Tumor Mutational Burden – TMB);
● Uso combinado com quimioterapia ou terapia-alvo;
● Estado geral de saúde e condição clínica do paciente.
Pembrolizumab
O Pembrolizumab possui uma das mais amplas gamas de indicações aprovadas em nível mundial. Em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) e alta expressão de PD-L1, pode ser utilizado como tratamento de primeira linha em monoterapia. Além disso, possui uma indicação agnóstica ao tipo de tumor (tumor-agnostic) para tumores sólidos com MSI-H/dMMR, independentemente do órgão de origem.
Nivolumab
O Nivolumab apresenta ampla experiência de uso clínico e um sólido conjunto de evidências científicas em diferentes tipos de câncer, incluindo melanoma, carcinoma de células renais e câncer de esôfago. Em determinadas indicações, também pode ser utilizado em combinação com um inibidor de CTLA-4, potencializando a resposta imunológica antitumoral.
Durvalumab
Uma das principais aplicações do Durvalumab é como terapia de consolidação após quimiorradioterapia concomitante em pacientes com NSCLC estágio III irressecável. Estudos clínicos demonstraram melhora significativa da sobrevida livre de progressão (PFS) e da sobrevida global (OS), razão pela qual essa estratégia passou a ser recomendada como tratamento padrão em importantes diretrizes internacionais.
Comparação das indicações terapêuticas
Embora todos os inibidores de PD-1/PD-L1 exerçam sua ação antitumoral por meio da modulação da via dos checkpoints imunológicos, suas indicações aprovadas, populações elegíveis e estratégias de tratamento combinado não são exatamente as mesmas. Essas diferenças refletem os estudos clínicos conduzidos para cada medicamento, o escopo das aprovações concedidas pelas autoridades regulatórias e as políticas de aprovação adotadas por diferentes países e regiões. Portanto, a escolha do medicamento deve sempre estar baseada na bula aprovada localmente e nas diretrizes clínicas mais recentes.
1. Câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC)
O câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) é uma das principais indicações dos inibidores de PD-1/PD-L1. Atualmente, Pembrolizumab, Nivolumab, Atezolizumab, Durvalumab, Cemiplimab e Tislelizumab foram aprovados em diferentes países e regiões para o tratamento de determinados pacientes com NSCLC, embora as indicações específicas, os estágios da doença e os esquemas terapêuticos variem entre os medicamentos.
De acordo com o estágio da doença, a expressão de PD-L1, o perfil molecular e o histórico de tratamento do paciente, as principais estratégias terapêuticas incluem:
● Imunoterapia em monoterapia: indicada para alguns pacientes com alta expressão de PD-L1 e sem determinadas mutações genéticas condutoras (driver mutations).
● Imunoterapia combinada com quimioterapia: uma das principais opções de tratamento de primeira linha para diversos pacientes com NSCLC avançado.
● Imunoterapia combinada com inibidores de CTLA-4: indicada para determinados pacientes com o objetivo de potencializar a resposta imunológica antitumoral.
● Imunoterapia neoadjuvante ou perioperatória: utilizada cada vez mais em pacientes com NSCLC ressecável para aumentar as chances de sucesso cirúrgico e melhorar os desfechos a longo prazo.
● Imunoterapia de consolidação após quimiorradioterapia concomitante: o Durvalumab foi aprovado para pacientes com NSCLC estágio III irressecável após quimiorradioterapia concomitante e atualmente é considerado um dos tratamentos padrão recomendados pelas principais diretrizes internacionais.
2. Melanoma
O melanoma foi um dos primeiros tumores sólidos a demonstrar benefício clínico significativo com os inibidores de checkpoint imunológico. Atualmente, Pembrolizumab e Nivolumab estão aprovados em diversos países para o tratamento de diferentes estágios da doença, incluindo melanoma irressecável ou metastático, além do tratamento adjuvante em pacientes selecionados.
Além disso, o Nivolumab pode ser utilizado em combinação com um inibidor de CTLA-4 em determinadas situações clínicas. De acordo com as diretrizes da NCCN e da ESMO, ambos os medicamentos representam importantes opções terapêuticas padrão para pacientes com melanoma.
3. Câncer de esôfago
Nos últimos anos, os inibidores de PD-1 passaram a desempenhar um papel importante no tratamento do câncer de esôfago localmente avançado e metastático. Atualmente, medicamentos como Pembrolizumab, Nivolumab e Tislelizumab foram aprovados em diferentes países e regiões para determinados pacientes com essa doença.
As principais aplicações clínicas incluem:
● Tratamento de primeira linha em combinação com quimioterapia para pacientes selecionados;
● Tratamento de segunda linha ou linhas subsequentes após terapias anteriores, conforme as indicações aprovadas para cada medicamento;
● Seleção de pacientes para imunoterapia com base, em alguns casos, na expressão de PD-L1.
É importante destacar que as indicações aprovadas e os critérios de elegibilidade podem variar entre diferentes países e regiões, devendo sempre ser observadas as recomendações da bula local e das diretrizes clínicas vigentes.
4. Carcinoma hepatocelular (HCC)
A imunoterapia em combinação tornou-se uma das principais estratégias para o tratamento do carcinoma hepatocelular (HCC) irressecável ou avançado. Entre os esquemas mais representativos destacam-se:
● Atezolizumab + Bevacizumab: considerado uma das principais opções de tratamento de primeira linha e recomendado por diversas diretrizes internacionais.
● Durvalumab + Tremelimumab (regime STRIDE): aprovado em vários países para pacientes elegíveis com carcinoma hepatocelular irressecável.
● Inibidores de PD-1 combinados com agentes antiangiogênicos ou terapias-alvo: aprovados em alguns países ou recomendados por diretrizes clínicas para pacientes adequadamente selecionados.
A definição do tratamento deve considerar diversos fatores clínicos, incluindo a função hepática (como a classificação Child-Pugh), a carga tumoral, a presença de invasão da veia porta, o risco de sangramento e as condições gerais do paciente.
5. Tumores cutâneos
O Libtayo® (Cemiplimab) foi o primeiro inibidor de PD-1 aprovado para o tratamento do carcinoma espinocelular cutâneo (Cutaneous Squamous Cell Carcinoma – CSCC) avançado, oferecendo uma nova opção terapêutica para pacientes que não são candidatos à cirurgia curativa ou à radioterapia.
Posteriormente, suas indicações foram ampliadas para incluir determinados pacientes com carcinoma basocelular (Basal Cell Carcinoma – BCC) e câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC).
Além do Cemiplimab, outros inibidores de PD-1, como o Pembrolizumab, também foram aprovados para alguns tumores cutâneos, incluindo o carcinoma de células de Merkel (Merkel Cell Carcinoma – MCC). Entretanto, as indicações específicas variam conforme o medicamento e o país ou região onde ele foi aprovado.
Administração e esquema de dosagem
Atualmente, todos os inibidores de PD-1/PD-L1 são administrados por infusão intravenosa.
Os esquemas de administração mais comuns são os seguintes:
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Medicamento |
Esquema de administração mais comum |
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Pembrolizumab |
A cada 3 ou 6 semanas |
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Nivolumab |
A cada 2 ou 4 semanas |
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Atezolizumab |
A cada 2, 3 ou 4 semanas |
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Durvalumab |
Geralmente a cada 4 semanas (o esquema pode variar conforme a indicação terapêutica) |
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Cemiplimab |
A cada 3 semanas |
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Tislelizumab |
A cada 3 semanas |
A dose, o intervalo entre as administrações e a duração do tratamento devem sempre seguir rigorosamente a bula aprovada, a indicação terapêutica e as diretrizes clínicas vigentes.
Reações adversas mais comuns
De modo geral, os inibidores de PD-1/PD-L1 apresentam um perfil de tolerabilidade favorável. No entanto, por estimularem a resposta do sistema imunológico, podem provocar eventos adversos relacionados ao sistema imunológico (immune-related adverse events – irAEs).
Os eventos adversos mais frequentes incluem:
● Fadiga;
● Erupção cutânea;
● Prurido;
● Alterações da função da tireoide;
● Diarreia;
● Alterações da função hepática.
Eventos adversos menos frequentes, porém potencialmente graves, incluem:
● Pneumonite imunomediada;
● Miocardite;
● Nefrite;
● Hipofisite;
● Hepatite imunomediada grave;
● Toxicidade imunomediada do sistema nervoso.
Caso ocorram sintomas como febre persistente, dificuldade para respirar, diarreia grave ou outros sinais sugestivos de toxicidade imunológica, o paciente deve procurar atendimento médico imediatamente. A continuidade, suspensão temporária ou interrupção definitiva da imunoterapia deverá ser avaliada por uma equipe médica experiente.
Como escolher o inibidor de PD-1/PD-L1 mais adequado?
Com a expansão contínua das indicações aprovadas para os inibidores de PD-1/PD-L1, o número de opções terapêuticas disponíveis também aumentou. Entretanto, existem diferenças entre os medicamentos em relação às indicações aprovadas, às evidências clínicas, às estratégias de tratamento combinado e às populações de pacientes estudadas. Por isso, a escolha do tratamento deve seguir o princípio da medicina personalizada, sendo definida por uma equipe especializada em oncologia após uma avaliação abrangente do paciente.
De acordo com as diretrizes da National Comprehensive Cancer Network (NCCN), a seleção do inibidor de PD-1/PD-L1 e do esquema terapêutico mais apropriado geralmente considera os seguintes fatores:
● Tipo histopatológico do tumor: diferentes tipos de câncer, como câncer de pulmão de não pequenas células, melanoma, carcinoma hepatocelular, câncer de esôfago e carcinoma de células renais, possuem recomendações terapêuticas específicas.
● Estágio da doença: os objetivos e as estratégias de tratamento variam entre doença inicial, localmente avançada e metastática.
● Expressão de PD-L1: em alguns tipos de câncer, esse biomarcador auxilia na identificação dos pacientes que podem se beneficiar da imunoterapia, especialmente em monoterapia.
● Resultados dos testes moleculares: alterações em genes como EGFR, ALK, ROS1, BRAF e KRAS podem influenciar tanto a sequência do tratamento quanto a escolha entre terapia-alvo e imunoterapia.
● Possibilidade de tratamento combinado: dependendo das características clínicas do paciente, podem ser consideradas combinações com quimioterapia, agentes antiangiogênicos, inibidores de CTLA-4 ou outras estratégias terapêuticas.
● Estado geral de saúde do paciente: idade, desempenho funcional (escala ECOG), doenças de base, histórico de doenças autoimunes e função dos principais órgãos, como fígado e rins, são fatores essenciais para a definição do tratamento.
● Diretrizes clínicas e disponibilidade do medicamento: também são levados em consideração as recomendações atualizadas de sociedades científicas, como NCCN, ESMO e CSCO, além da aprovação regulatória, cobertura pelos sistemas de saúde e disponibilidade do medicamento em cada país ou região.
É importante destacar que não existe um único inibidor de PD-1/PD-L1 considerado "o melhor" para todos os pacientes. As características biológicas do tumor, os biomarcadores, o estágio da doença e as condições clínicas variam de pessoa para pessoa. Assim, a individualização do tratamento continua sendo um dos princípios fundamentais da imunoterapia oncológica. A decisão terapêutica deve ser tomada em conjunto com profissionais especializados, com base nas evidências científicas mais recentes e nas diretrizes clínicas atualizadas, buscando o melhor equilíbrio entre eficácia e segurança.
Conclusão
O desenvolvimento dos inibidores de PD-1/PD-L1 transformou significativamente o tratamento de diversos tipos de câncer. Embora Pembrolizumab, Nivolumab, Atezolizumab, Durvalumab, Cemiplimab e Tislelizumab atuem por meio da modulação da via de sinalização PD-1/PD-L1, cada medicamento apresenta características próprias quanto às indicações aprovadas, às evidências clínicas disponíveis, às estratégias de tratamento combinado e aos esquemas de administração.
Com os avanços contínuos da imunoterapia oncológica, espera-se que novas terapias inovadoras e novas combinações terapêuticas ofereçam mais opções de tratamento e melhores resultados clínicos para os pacientes.
Como empresa especializada no fornecimento global de medicamentos inovadores e em serviços farmacêuticos internacionais, a DengYueMed continuará acompanhando os avanços mais recentes da imunoterapia oncológica e o desenvolvimento de novos medicamentos. A empresa está comprometida em fornecer informações médicas atualizadas e confiáveis aos parceiros em todo o mundo, além de promover o acesso global a medicamentos inovadores por meio de uma cadeia de suprimentos internacional eficiente e em conformidade com os requisitos regulatórios, contribuindo para ampliar as oportunidades de tratamento para pacientes em diferentes países.