Para a atuação na Iniciação na Monitoria de Ensino Inclusiva, especialmente no contexto da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), as expectativas giram em torno da mediação pedagógica e da eliminação de barreiras.
Aqui estão os pilares e expectativas centrais para esse papel:
Mediação Pedagógica e Adaptação
Espera-se que o monitor não seja apenas um "repetidor" de conteúdo, mas um facilitador.
Adaptação de Linguagem: Transformar conceitos complexos em explicações mais acessíveis, respeitando o ritmo do aluno.
Uso de Tecnologias Assistivas (TA): Dominar ferramentas digitais ou recursos físicos que auxiliem o aluno com NEE (como leitores de tela, teclados adaptados ou softwares de comunicação alternativa).
Apoio em Atividades Práticas: Na EPT, as aulas em laboratório são constantes. O monitor deve garantir que o aluno com deficiência possa participar da prática com segurança e autonomia.
Atitude Inclusiva (Barreiras Atitudinais)
O monitor deve ser o primeiro a combater o preconceito e o capacitismo dentro e fora da sala de aula.
Empatia e Respeito: Tratar o estudante de acordo com sua idade cronológica, evitando a infantilização (especialmente com alunos com deficiência intelectual).
Fomento à Autonomia: A expectativa é que o monitor auxilie o aluno a fazer por si mesmo, em vez de fazer "pelo" aluno.
Articulação com o NAPNE e Docentes
A monitoria não ocorre de forma isolada. Ela faz parte de uma rede de apoio institucional.
Feedback Constante: Reportar ao professor da disciplina e ao NAPNE (Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas) quais métodos estão funcionando e quais barreiras ainda persistem.
Planejamento Conjunto: Participar, sempre que possível, da organização de materiais adaptados seguindo o desenho universal para a aprendizagem.
Conhecimento Técnico e Sensibilidade
Na EPT, o foco é a formação para o mundo do trabalho.
Foco Profissionalizante: Entender que o objetivo final é que o estudante com NEE desenvolva competências profissionais reais.
Ética e Sigilo: Respeitar a privacidade do aluno em relação ao seu diagnóstico e às suas dificuldades pessoais.