A monitoria de ensino inclusivo é um elo fundamental entre o estudante com NEE, o docente e a instituição, atuando diretamente na remoção de barreiras metodológicas e instrumentais que dificultam a aprendizagem. Destaco cinco frentes de atuação do monitor:
1. Facilitação do conteúdo O monitor esclarece dúvidas do estudante em tempo real e, quando não consegue saná-las, as registra para repassar ao professor da disciplina — garantindo que nenhuma dificuldade fique sem resposta.
2. Organização e estruturação dos estudos Auxilia o estudante PNE a planejar sua rotina de estudos, compreender enunciados e executar as atividades acadêmicas propostas, oferecendo suporte metodológico individualizado.
3. Uso de tecnologias assistivas Emprega recursos como leitores de tela, audiodescrição e materiais em braille, tornando o conteúdo efetivamente acessível, conforme a necessidade específica do estudante.
4. Suporte em atividades práticas e laboratoriais Garante que o estudante participe plenamente de aulas práticas e experimentos, adaptando a execução das tarefas sempre que necessário, sem excluí-lo da vivência educacional.
5. Diálogo constante com a equipe multidisciplinar Mantém comunicação frequente com professores e demais profissionais, permitindo alinhar estratégias pedagógicas e ajustar o processo de ensino-aprendizagem conforme a evolução do estudante.
Em síntese: o monitor não substitui o papel do professor, mas atua como ponte entre o estudante PNE e o conteúdo, entre o estudante e a instituição, e entre o estudante e os recursos de acessibilidade — sendo peça-chave para a efetivação da inclusão na prática cotidiana da EPT.